sábado, 15 de novembro de 2008

Os perigos do Budismo

Muitas pessoas cultas, bem intencionadas e inteligentes se afastam das religiões cristãs e espíritas, por perceberem logo suas aberrações. Mas por estarem ainda ligadas àquele medo da morte, à questões do sentido da vida, acabam procurando conhecer o budismo. Ele aparentemente oferece algo mais "harmônico".

Dica para vocês: não percam tempo. Estudem logo o ateísmo.

Aqui vai um resumo do que se encontra no budismo, para que você não precise ir lá, ou caso você queira, já vá preparado. Relatos de um amigo meu que tentou e se decepcionou.

A lei mais importante para os budistas é: "A vida é sofrimento". Bem legal essa, né? Eles dizem que se você se livrar de desejos e repulsas e seguir o budismo, você vai parar de sofrer. Será? Além disso você tem que praticar meditação, para ficar bem calminho e não reclamar...

Foi o que aconteceu com o meu amigo. Praticando meditação ele foi ficando cada vez mais passivo, menos humano negando seus desejos, se tornando depressivo e começou a pensar até em suicídio. Ele foi condicionado a negar a vida, por ser sinônimo de sofrimento, e de acreditar que só a prática do budismo o salvaria. A única coisa que impede um budista de se matar é o medo da reencarnação. Nesse aspecto eles se parecem com os espíritas.

Mesmo se sentindo passivo e depressivo, ele entendia que ele deveria estar feliz, por ver as fotos dos mestres budistas. Ele passou a negar o sentimento de depressão que ele tinha e começou a fingir que era feliz. Quando ouvia critícas ao budismo, ele repetia alguma frase meio sem sentido dos mestres para se reassegurar, e dizia que a verdade está muito além da compreensão e das palavras.

Ele estudou profundamente a filosofia budista e sentiu que isso não ajudou muito. Passou a perceber outros budistas fingindo felicidade. Adquiriu bastante prática na meditação mas sentiu que resultava numa sensação sem-graça, na qual a vida perdia a cor.

Passou a acreditar então que o budismo só poderia ser compreendido por alguém que tivesse karma suficiente. Daí ele leu um livro de um mestre que dizia que era só um homem comum, e que eram as outras pessoas que o faziam ser grande e famoso. Ele passou então a duvidar da hierarquia budista. Coincidentemente ele passou a ter matérias de psicologia e filosofia na faculdade, que ensinaram para ele novos conceitos. Descobriu que a falta de desejo leva à depressão e vice-versa. Depois de ler Nietsche, ele abandonou o budismo de vez. Entendeu que o budismo causava nele uma tristeza ao mesmo tempo que prometia felicidade, num círculo vicioso.

Falsa harmonia.

Nota: apesar do que escrevi acima sobre o meu amigo, tenho que reconhecer que a meditação tem efeitos positivos para a saúde, como vem sendo comprovado por vários médicos. O mesmo se aplica à yoga com os exercícios de repiração, alongamento e alimentação balanceada com vegetais e frutas. Eu recomendo aos meus leitores que experimentem essas práticas e aproveitem os seus benefícios à saúde sem precisar se ocupar do "bla" místico que vem associado.

18 comentários:

EMPORIO DO VIDRO disse...

fui budista durante 25 anos, liderei comunidades, ou seja, mais de 75 membros, e lhe digo, embora fosse mais ateu que budista, eu fui bastante feliz na pratica, o problema, como sempre, são os seres humanos, infelizmente o ciume e a fofocaiada me fizeram afstar, não nego que sinto falta, mas não volto mais, já passou

EMPORIO DO VIDRO disse...

fui budista durante 25 anos, liderei comunidades, ou seja, mais de 75 membros, e lhe digo, embora fosse mais ateu que budista, eu fui bastante feliz na pratica, o problema, como sempre, são os seres humanos, infelizmente o ciume e a fofocaiada me fizeram afstar, não nego que sinto falta, mas não volto mais, já passou

Edvaldo Lopes disse...

Olha o que esta dizendo, ateísmo...parece religião. Você REALMENTE CONHECE O BUDISMO?
O que você afirma não é verdade, pois, existem varias correntes ou escolas no budismo.Budismo é uma filosofia, concorda com a ciência em muitos aspectos. E não no sofrimento. Budismo se baseia na lei universal da casualidade e karma significa ação. Portanto, o sofrimento é efeito de nossa ação. E tanto felicidade ou sofrimentos são efeitos de karma bom ou karma mau, (Boas ações ou má açoes). Estude mais e deixe de proselitismo. Qualquer coisa consulte o link (http://www.bsgi.org.br/) Tenha uma Vida Prospera e Longa) Edvaldo Lopes.

Anônimo disse...

Bem, infelizmente existem más interpretações do Budismo.

Em qualquer filosofia ou religião existe um grande risco de uma interpretação errônea, tendo como consequência seguir um caminho que não é saudável.

Em primeiro lugar, seguir o Budismo ou não, é uma opção que depende das reflexões de cada um. Em segundo lugar, é exatamente por este risco que você apresenta nessa postagem, que é importante a presença de um professor no caminho budista.

Só para fazer alguns contra pontos.

O budismo não diz que a vida é sofrimento no sentido comum da palavra sofrimento.

Também não diz para negar desejos, negar a vida, ou negar sofrimento.

E o budismo também não diz que se você seguir o budismo você vai ser feliz e todos os seus problemas serão resolvidos, não promete felicidade.


O melhor caminho para você é o caminho que te faz se sentir bem. Todos os caminhos são válidos desde que bem interpretados.

Félix Maranganha disse...

Os 17 estereótipos ocidentais sobre o Budismo

http://www.facebook.com/note.php?saved&&note_id=110060079120903

saindo no dia 26 no site calango abstrato (http://ocalangoabstrato.blogspot.com)

Anônimo disse...

Tendenciosa essa postagem... citou o caso de 1 amigo... qual o percentual de praticantes que desenvolvem depressão?

Raiz Podre disse...

Desculpa ai cara mas você tá erradissimo.Eu também tinha essa dúvida sobre o budismo que eles falavam "para evitar o sofrimento você nao deve ter apego a nada" e eu me perguntava "os caras não sofrem mas também não fazem nada"...Que engano depois que pesquisei que esses termos de sofrimento e apego são diferentes dos que nós temos Aprofundei-me mais e percebi como o budismo é contrário a passividade,tanto que lá não existe essa de "deixar nas mãos de deus",existe muito a reflexão e autoconhecimento para melhorar sua integridade.
Eu não sou budista mas já li muito a respeito(comprei até livros) procure se informar melhor.

Raiz Podre disse...

Desculpa ai cara mas você tá erradissimo.Eu também tinha essa dúvida sobre o budismo que eles falavam "para evitar o sofrimento você nao deve ter apego a nada" e eu me perguntava "os caras não sofrem mas também não fazem nada"...Que engano depois que pesquisei que esses termos de sofrimento e apego são diferentes dos que nós temos Aprofundei-me mais e percebi como o budismo é contrário a passividade,tanto que lá não existe essa de "deixar nas mãos de deus",existe muito a reflexão e autoconhecimento para melhorar sua integridade.
Eu não sou budista mas já li muito a respeito(comprei até livros) procure se informar melhor.

JOCAX disse...

Da uma olhada neste link:
http://stoa.usp.br/ateismo/forum/67298.html
Avracos
Jocax

JOCAX disse...

Da uma olhada no seguinte Link sobre budismo:
http://stoa.usp.br/ateismo/forum/67298.html

Abracos
Jocax

Anônimo disse...

A primeira nobre verdade, não se refere a vida ser sofrimento, tudo é sofrimento e sim desalinhada.
Atingir o nirvana não é ir para um céu, muito menos não sofrer.
E sim compreender o sofrimento, entendê-lo.

A meditação não é uma forma de simplesmente ficar quieto, calado, é parar e observar o mundo, sem dizer, isso é aquilo, ou aquilo é isso.
Meditar basta ficar olhando o mundo.
Budismo não se nega a felicidade muito menos o sofrimento, porém aprendemos a aceitá-lo, "Aceitar o sofrimento não é dizer que se torna alguém sem necessidade de questionar ou vontade própria".

Humanidade não está pronta para entender o budismo ? uma falácia de pseudos-iluminados que ainda tem dúvidas sobre o que estão fazendo.

Budismo sim somos capazes de entender e questionar tudo e ai de quem dúvida de mim XD

Como disse Buda: Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

Anônimo disse...

Ótimo artigo! Desmistifica a boa imagem que determinadas pessoas tem do budismo.

Rodrigo Queiroz disse...

Embora o post seja antigo, vale uma resposta para aqueles que caíram aqui através do google.
Sou budista, mas como não sou uma autoridade no assunto, meu comentário é de cunho pessoal.

Creio que o "amigo" citado, simplesmente não se adaptou ao budismo (afinal, nenhuma religião é capaz de suprir as necessidades de todas as pessoas), e creio que ele não foi feliz no aprendizado... é fácil para um ocidental distorcer os ensinamentos budistas baseado em suas experiências anteriores.

Algumas destes enganos estão no próprio texto, por ex: "A lei mais importante para os budistas é: "A vida é sofrimento""
Bom, primeiro, não é uma lei. É uma forma de entender a realidade. Segundo, é que "sofrimento" é uma tradução errada para a palavra "dukkha". O termo mas adequado seria "insatisfatório", e é usado para apontar que é possível ter uma vida mais plena e equilibrada.

Não faz parte da doutrina budista "negar" os desejos. Faz parte, entender de onde eles vêem. Compreender como os desejos surgem em sua mente, faz com que eles percam a força naturalmente.
Me parece que seu amigo tentou o caminho inverso, o se assemelha mais a uma auto-punição do que a um entendimento correto.

Quanto a reencarnação, essa é sem dúvida o palco da maior confusão feita pelos ocidentais (que se acostumaram com o espiritismo). A reencarnação budista NADA tem a ver com a reencarnação espírita, já que budistas não aceitam a idéia de uma alma dissociada de um corpo. Para o budismo, o que existe é uma manifestação kármica que sucede outra, ou seja, os impulsos que geraram uma manifestação anterior, irão gerar outra futuramente. Infelizmente, é um conceito amplo para ser explicado aqui.

Por fim, a meditação, que é a base prática do budismo, como você próprio aponta, trás inúmeros benefícios, sobretudo no tratamento de depressão. Então só posso pensar que seu amigo provavelmente criou um comportamento obsessivo em relação ao budismo e acabou praticando da forma errada (o que não é incomum, nem no budismo, nem em nenhuma outra religião).

Bom, fora o que apontei, o texto demonstra um desconhecimento quase que total do budismo, o que me parece um desserviço ao seu blog, já que o ateísmo carrega a bandeira de ser, no mínimo, lógico.

Anônimo disse...

1- Como vivemos numa sociedade "democrática", acho que tenho o direito de comentar sem ser oprimido.

Esse seu amigo "viu" o budismo enquanto doutrina imposta. É preciso ver o budismo como um caminho no qual voce colhe as frutas que lhe interessar nas arvores de beira de estrada, se voce não gosta de maçãs simplesmente não as colha.
Se a ideia de que a vida é sofrimento não satistaz apenas não se agregue a essa perspectiva. Crie a sua. Se voce não acredita em karma, tranquilo, voce só estará seguindo a uma corrente diferente do budismo.
O importante do budismo é justamente colocar dúvida a cerca das divindades e das outras ideias e por isso o embaraço de budismo enquanto religião ateísta.


_________________________________
Hilton C. A. Junior

junior.h2006@hotmail.com

Gabriel P. disse...

Olá!

Achei o seu texto aqui no "meio" do google, e não li diretamente como é o seu direcionamento ateísta. Porem achei no minimo curioso você ser ateu e acreditar que meditação faz bem para a saúde... Não é controverso para você? Ou você seria um agnóstico?

Abraços!

Yuko nakai disse...

Cara, vc não pode falar de budismo e generalizar sem conhecimento. É a mesma coisa que eu falar mal de uma igreja evangélica e dizer que é tudo igual, sendo que existem centenas de variações de templos e igrejas com pregações cristãs
Esse seu amigo provavelmente seguia o Zen Budismo ou alguma outra variação do Budismo Hinaianna. Se você quiser saber o que é realmente o Budismo e como ele se aplica na vida diária, e tornar-se uma pessoa melhor, mais próspera e mais feliz sem abrir mão por exemplo da cervejinha com os amigos e as baladas,vc pode acessar o site WWW.BSGI.ORG.BR
Um abraço e seja feliz.

n disse...

Eu nao sou budista, mas voce ta generalizando, na minha opiniao o problema nao ta no budismo e sim no seu amigo.

Anônimo disse...

"A única coisa que impede um budista de se matar é o medo da reencarnação"
Profundo desconhecimento da supracitada religião da parte do seu amigo e muito mais da sua, por reproduzir aqui um entendimento que você sequer se deu ao trabalho de averiguar. Se o fizesse, saberia que na perspectiva budista, não há um "eu" permanente, e nesse sentido, "ter medo da reencarnação" não é nem formulável, pois que configura em contradição.
"Ele estudou profundamente a filosofia budista"
Impossível, senão não cometeria os erros crassos de conceituação que você transmitiu. A não ser que ele seja absurdamente burro.
"Eles dizem que se você se livrar de desejos e repulsas e seguir o budismo, você vai parar de sofrer"
Só que nunca. O budismo afirma que o que causa o sofrimento é a dissonância existente entre o real e o ideal desejado, i.e., a frustração de um desejo não realizado. O universo é impessoal e não está nem aí para os nossos caprichos pessoais, prova disso é que se cortarmos nossos pulsos o sangue vai jorrar, e não nos consolar amistosamente. Sendo assim, para o budismo, a maneira mais eficiente de se evitar o sofrimento, é suprimindo/eliminando os desejos a fim de anular a dissonância da equação. Ausência de sofrimento não implica em prazer, visto que este é um resultante do desejo (realizado). Ausência de sofrimento implica em serenidade ou tédio, dependendo do processo pelo qual é obtida. Não confunda ausência de "propósito" com ausência de desejo. O primeiro pode ocasionar a depressão, coexistindo com o DESEJO de se ter um propósito . O segundo, conforme já dito, imperturbabilidade ou inquietação.
Por fim...Sou ateia, só para constar, e estou perplexa com tamanho desconhecimento sobre uma religião que é insuportavelmente simples. Sua ignorância em relação ao assunto só demonstra que estudar uma cosmovisão nunca é perca de tempo, ao contrário, oportunidade de agregar entendimentos a respeito de perspectivas elaboradas pela humanidade que enriqueçam a nossa própria postura em relação à realidade, através do aprimoramento do senso de análise.